CRIAÇÃO INTENSIVA

O Jacaré do Papo Amarelo se adapta bem ao cativeiro e ao semi cativeiro. Desde que atendidas suas exigências básicas como temperatura, umidade, higiene e nutrição.
Existem vários tipos de criações de
jacarés a "Ranching" e a "Farming". A primeira retira os ovos da natureza e apenas recria e a segunda faz o todo o ciclo reprodutivo desde a manutenção dos reprodutores até a engorda dos animais. Existe uma grande diferença de custo de uma em relação a outra, pois a primeira não precisa manter os reprodutores e a segunda sim.
Os recintos possuem os centros de nidificação que são áreas pré-determinadas como locais mais recuados para que as fêmeas possam fazer um ninho.
A captura destes animais pode ser feita de diversas formas: cambão, laço ou dardo com anestésico. Qualquer que seja o tipo de captura ela deve estar totalmente adaptada para as condições onde se encontra o animal. Após a captura a boca do animal deve ser imobilizada com tiras de borracha, cordas ou fita adesiva ("Silver Tape"). Sempre que possível minimizar o estresse, e uma das formas de se fazer isso é cobrir os olhos. Nunca fazer as capturas nas horas mais quentes do dia. Dependendo do tamanho e peso do animal, precisa-se, no mínimo de três pessoas. 
A qualidade da água tem que ser boa e comprovada através de exame, mesmo assim cada recinto deve ter sua água independente para evitar contaminações de um recinto para outro.
Um animal mantido sob temperatura e umidade incorretas dificilmente sobrevivia em cativeiro, pois quando mantido a uma temperatura sub-ótima não aceitará qualquer alimentação fornecida.
Sem se alimentar ocorre o estresse, perca de peso e infecções generalizadas que podem levar a morte.
Deve existir uma quarentena em todos os criadores para isolamento e observação dos animais recentemente trazidos ao criadouro. Estes animais não devem ser introduzidos antes deste período de observação (45 a 65 dias) para que não tragam novas doenças aos outros animais já existentes no recinto a que se destina.
A temperatura elevada e a umidade da estufa cria um meio ambiente ideal para o crescimento de microorganismos patogênicos podendo portanto contaminar todos os animais.
Nos recintos é importante a sombra para que possam ficar fora d'água e se protegendo do sol forte.
A presença de árvores no recinto deve ser bem escolhida, pois determinadas árvores com raízes superficiais e
abrasivas podem comprometer a estruturas dos tanques.
Nos recintos deve existir uma boa área úmida e outra seca, apesar de passarem a maior parte do tempo na região de transição dos dois.
A observação diária destes animais é importante, qualquer alteração no comportamento pode indicar uma enfermidade, por exemplo Jacarés que ficam muito tempo fora d'água - febre comportamental. Estes devem ser retirados do recinto e levados a uma u.t.i. (unidade de tratamento intensivo) com a temperatura da água controlada em torno de 30 a 32º C.

 

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