ALIMENTAÇÃO

Na criação em cativeiro os jacarés comem sub-produtos de indústrias ou descartes de criadouros de aves, suínos, bovinos, coelhos, peixes, etc... A carne é moída e enriquecida com um pré-mix de vitaminas e sais minerais numa proporção de 3% do peso corporal estimado ou pesado. No caso dos filhotes o pré-mix entra na proporção de 35% do peso corporal estimado. A frequência de alimentação depende da categoria, pois os filhotes na estufa comem de segunda a sexta e os reprodutores nos recintos externos de reprodução comem de uma a duas vezes por semana apenas, num total de 7% do peso corporal por semana. Os montes de carne moída devem ser colocados distantes uns dos outros na margem d'água. O ideal é que sobre sempre um pouco de carne na margem e esta deve ser retirada na manhã do dia seguinte, e a margem lavada com água sob pressão.
Quando se usa o sistema "salsicha - linguiça" (carne embalada juntamente com o pré-mix) esta é dada aos animais dentro d'água.
Essa forma de alimentação tem a vantagem de não sujar tanto os recintos mantendo uma qualidade da água melhor.
Como monitoramento da qualidade da água nos recintos, pode-se criar Tilápias ou Carpas neles, para que se alimentem dos restos de carne, mantendo assim um controle sobre o fitoplancton.
O
jacaré não mastiga, e sim, morde a presa. Ele gira 360 graus para arrancar pedaços e depois engole inteiro o pedaço arrancado. Podem engolir pedaços de carne debaixo d'água sem engolir água graças a um sistema de válvula muscular que possuem na boca.
A alimentação deve ser de boa qualidade em termos de proteína, vitaminas e minerais. Pois o excesso de gordura e falta de cálcio podem levar a um quadro de raquitismo.

Animais com dificuldade de andar e com o lombo convexo, cifose.
A presença de tartarugas no recinto pode auxiliar na limpeza dos tanques podendo se alimentar do resto da carne dos
Jacarés, auxiliando na higiene dos tanques.
Os
jacarés podem engolir pedras e ou pedaços de madeira que permanecem no estomago para auxiliar na digestão e na flutuação - emergir de forma mais lenta.
A digestão é totalmente enzimática como nas cobras, pois comem pena e osso tudo junto.
Deve-se sempre num lote de filhotes fazer a segregação de acordo com o peso e tamanho para que não haja competição desigual na hora da alimentação.
O jacaré não ataca o ser humano a não ser quando estiver ameaçado. Ele não morde de frente como as cobras, morde apenas pelas laterais - bote lateral.
A língua do jacaré é presa na parte inferior da boca, não é livre como a nossa.
Possui cerca de 80 dentes. O mesmo número de dentes que ele perde, é reposto, em função do número de trocas (até 40 novas dentições). O
jacaré pode ter cerca de 2000 a 3000 dentes durante a sua vida.
Canibalismo (um matando e comendo o outro) ocorre quando o alimento é escasso, numa área de alta densidade populacional.
No inverno o
jacaré hiberna durante cerca de 4 meses, não se alimenta e permanece mais estático tomando muito banho de sol para se aquecer.
O
jacaré possui um órgão peculiar de gordura dentro do abdomem que permite que fique sem comer por um período prolongado.

 

     

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